A aliança para a construção de modelos de baixo custo, após a constatação de que os custos não seriam tão baixos como o esperado.

O grupo Volkswagen, mais concretamente a Skoda, não vai avançar com a aliança estratégica com a Tata Motors uma vez que o projeto para a construção de modelos de baixo custo (utilizando a plataforma AMP do grupo indiano) não implica custos tão baixos como o seu esperado. Citados pela Automotive News Europe, os responsáveis do grupo de Wolfsburg não descartam, no entanto, a possibilidade de uma possível cooperação, noutros moldes, uma vez que as conversações com o grupo indiano ao longo dos últimos meses têm sido “intensas e construtivas”.

O projeto conjunto entre Skoda e Tata, inicialmente anunciado em março, visava construir uma base para modelos especificamente para os mercados asiáticos (Índia e outros mercados), algo que o grupo VW já tinha tentado com a Suzuki. Contudo, os responsáveis da marca europeia esbarraram na necessidade de aumentar o investimento no projeto em 140 milhões de euros de forma a que os carros possam cumprir com as normas de emissões e nos “crash tests”. A Skoda concluiu que será mais viável investir na adaptação da atual plataforma MQB A0 para a Índia do que apostar na transformação de uma base que não é sua. Além disso, a opção pela parceria com os indianos implicaria ter de esperar até ao final de 2019 para o lançamento de um novo carro.

Com este cenário, a VW terá de apoiar a sua gama de produtos na Índia com base na “velha” plataforma PQ25 até ao final da década.

Em resultado do fim da parceria, uma vez que não nada de novo para mostrar, a Tata não estará presente na próxima edição do Salão de Genebra, em março do próximo ano (que seria a sua 20ª presença consecutiva).

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