A sétima geração do Golf foi atualizada, com pequenos detalhes estéticos e um novo sistema de infotainment.  A versão 1.6 TDI de 115 cv e caixa DSG, é, seguramente, a mais equilibrada da gama e uma das mais procuradas.

Para-choques ligeiramente redesenhados, mais frisos cromados na grelha, farolins traseiros de LED e pouco mais. Por dentro, os novos sistemas de infotainment ocupam maior área na consola e têm mais funções. Os forros dos bancos e das portas também são diferentes. A motorização 1.6 TDI usa a última atualização com 115 cv, aqui acoplada à caixa DSG de sete relações. Basta dar à chave para ver que o som deste motor Diesel está muito bem trabalhado, com um tom grave que chega a ser agradável. A coabitação entre motor e caixa é perfeito, com as sete relações a nunca deixarem o quatro cilindros sair fora da sua faixa de regime ótima. Há sempre resposta pronta, dentro daquilo que se pode pedir a um motor deste nível. A caixa tem modo “D” e “S” que quase fazem de modos de condução: de suave e confortável, a nervoso e rápido. Só é pena as patilhas no volante serem um opcional, que a unidade ensaiada não tinha, restando o setor “+” e “-“ da alavanca para a comandar manualmente, mas com o “+” para a frente, o que não é o mais ergonómico.

A suspensão, aqui de eixo de torção atrás, faz um belo trabalho nos maus pisos: o condutor sente que as irregularidades lá estão, mas não é sacudido, mesmo com jantes de 17” montadas. Em cidade, o Golf continua a ter uma enorme facilidade de condução, pelo peso perfeito da direção e boa visibilidade para todos os lados. Medimos 5,9 l/100 km em percurso citadino. Em autoestrada, a estabilidade é perfeita, o ruido aerodinâmico reduzido e o desempenho do motor mais do que suficiente. Querendo ver como o Golf se comporta numa estrada sinuosa, a primeira conclusão é que o chassis está sobredimensionado para a potência. Conduzindo depressa, mas sem “hoologanismos”, o Golf segue a trajetória escolhida pelo condutor sem hesitações. Forçando o ritmo, as ligeiras subviragens são de imediato controladas pelo ESC (que não se desliga) e tentando fazer deslizar a traseira, também é a eletrónica a ditar a sua lei. No limite, o amortecimento é brando, sem o rigor entusiástico de outros, mas isso já é usar este Golf para aquilo que não foi feito.

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